sexta-feira, 15 de abril de 2011

Carta Aberta às Mães e Pais - Blogagem Coletiva


As crianças são o futuro.
Que futuro terão nossos filhos?
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças!Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é?
Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!
Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.
Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com

Convite feito pelo Futuro do Presente da Ana Claudia Bessa.


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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Maternidade Real - Blogagem Coletiva


O convite veio da Carol Passuello do Blog Vinhos, Viagens e Uma Vida Comum
Tô chegando atrasada, mas quer saber? Vida de mãe real é assim.

Vocês já sabem, tenho dois filhotes e um marido, cachorro e gato eu dispensei, tem algumas plantas, e uma casa com rotina bem estabelecida, e ainda por cima, eu na ânsia de voltar a ser EU, inventei de produzir meu atelie com todas as coisinhas fofas que faço pras crianças daqui de casa brincarem.
Estou a quase dois meses na produção. 
Pensa que consegui caminhar muito? 
NÃO! Entre uma coisa e outra, tem um telefone que toca, um marido e dois filhos.

Não durmo direito a sete meses e bláblá blá... até porque você que está me lendo agora, provavelmente é mãe e já sabe o terço de cor.

Estou exauta, mal humorada e tudo o que quero é uma cratera pra me enfiar dentro e me esconder com as amigas... sim, porque se a moda do buraco de mãe pega, vamos precisar de cratera pra se esconder.
Maternidade real é isso. 
Eu não imaginava. 
Até porque fui uma das primeiras das minhas amigas a ter filhos, ninguém me falou que era punk.
Me vendiam um pacote cor de rosa com cheirinho de bebê. 
E cá comigo, tive duas gestações bem diferentes.
Na primeira eu me sentia uma divindade encarnada. Na segunda meu humor foi péssimo e eu chorava de pânico de não dar conta, dia sim dia não. 

Essa semana estou deveras irritada, pois uma febre assolou o lar e há uma semana estou apagando incêndios remarcando compromissos.
Não temos ajudante, estou em casa fazendo todo o trabalho. 
Estou magérrima! 
Pudera amiga, ralando  feito doida, só tenho que emagrecer mesmo!
Não foi obra de nenhum personal treiner. Até porque não teria dinheiro.

Hoje fui dormir as 4 da manhã, revezando desde as 23 horas entre escrever um relatório de contação de histórias e os choros revezados dos dois com febre e tal. Acordei as 6. Amamentei, ajudei marido e filho irem pra escola, dei banho na Catarina, troquei outra fralda, liguei pra pediatra, as 8 eu ainda não tinha tomado nem banho nem café. Pára! que eu quero descer...

Este post tá ficando um porre!
Vou mudar de tom.


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Essa semana estou deveras irritada, então pra aliviar vou ler os outros blogs que estão participando da blogagem coletiva (lista Abaixo), bora comigo amiga, porque mãe real também zapeia.

Boa semana pra todas.

Sinapse Feminina

Lilata e os gatos

Se for assim, tá bom!

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